Em um vídeo recente do canal Perguntar Não Ofende na plataforma YouTube o Reverendo Augustus Nicodemus fala sobre diferenças entre catolicismo e presbiterianismo, defendendo ser o segundo verdadeiro e o primeiro falso. Compara diversos pontos de fé que são parecidos, mas em seu entendimento são completamente diferentes. Também fala sobre a conversão de presbiterianos, e protestantes no geral, ao catolicismo. Para aqueles que desejam assistir ao vídeo na íntegra clique aqui. Iremos explanar ponto a ponto do vídeo neste artigo, recomendo assistir ao vídeo e pausar nas partes pertinentes para ler a resposta católica em defesa da verdadeira fé que apresentaremos.
1- A conversão do evangélico ao catolicismo é apenas uma adesão formal, não há novo nascimento nem transformação interior de vida como no entendimento bíblico: o que demonstra a conversão de fato é a externalidade, aquilo que sai de dentro do ser para fora. Não podemos identificar uma real conversão sem conhecer as ações dessa pessoa, pois são as ações que demonstram o que há dentro do homem. Elas revelam a obra do Espírito Santo. A vida de um evangélico que se torna católico muda radicalmente, quanto a fé e suas percepções, o entendimento de tudo que o cerca muda. O próprio reverendo irá nos iluminar com as diferenças de concepção que demonstram uma conversão para uma nova criatura agora iluminada de maneira mais perfeita pela luz de Cristo na Igreja. Para ser católico é necessário negar a si mesmo e seguir a Cristo, tal como Ele chamou os discípulos (Lucas 9:23).
Não há muitas conversões ao catolicismo, eles que fazem um carnaval para celebrar e divulgar as conversões: devemos nos alegrar junto com os anjos quando o pecador se arrepende e aceita Nosso Senhor em sua Igreja (Lucas 15.10). Quanto ao número do senso público das religiões, os católicos precisam ser verdadeiramente católicos, estão fracos na fé como boa parte das pessoas em nosso tempo que acabam sendo sugadas pelo secularismo. Não são muitos aqueles que abrem mão de satisfazer a própria vontade para amar a Deus.
2- O senhor Nicodemus passa a averiguar as semelhanças entre catolicismo e presbiterianismo, ressaltando que a fé reformada é a correta. O primeiro tema é o batismo de crianças, o qual temos um artigo mais aprofundado que você pode ler. Para muitos ramos do protestantismo o batismo de crianças não é aceito, como os anabatistas por exemplo que inclusive foram perseguidos e mortos pelos calvinistas e puritanos na reforma. Todavia o batismo de crianças é praticado desde sempre pela Igreja, o batismo é o sinal visível da nova aliança em Cristo tal como a circuncisão era o sinal da antiga aliança Colossenses 2.11-12 “Nele também fostes circuncidados com circuncisão não feita por mão de homem, mas com circuncisão de Cristo, que consiste no despojamento de nosso ser carnal. Sepultados com Ele no batismo, com Ele também ressuscitastes por vossa fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos" como ensina São Paulo. Em Atos 16.33 são batizados o carcereiro e toda sua família (o que inclui crianças). Ora, nisso o presbiteriano está de acordo com a Igreja Católica, em parte, já que depois voltam a batizar para que a pessoa tome a decisão consciente. Felizmente o sinal da nova aliança não permaneceu sendo a circuncisão, senão iríamos ter diversos homens com sequelas no órgão, talvez até eunucos por se batizarem repetitivamente ao longo da vida.
Apesar da semelhança, vemos agora a enorme diferença na fé. O presbiteriano (como explica o pastor) crê somente que o pedobatismo é sinal que integra a criança à comunidade cristã, algo puramente físico. Já para o católico o batismo é um milagre, não apenas na transformação contínua do ser em sua caminhada nesta terra, mas no momento do ato do batismo a Santíssima Trindade opera regenerando o ser humano para que, uma vez na nova aliança, seja capaz de viver em amor a Deus e ao próximo. O batismo é tão importante que o próprio Cristo foi batizado, mesmo que sem necessidade, já que todas as benesses e graças do batismo sempre foram plenas nEle por ser o próprio Deus encarnado. Em Mateus 28 Jesus ordena que os discípulos batizem em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Tomemos o batismo de Nosso Senhor por referência do milagre que é este sacramento. Temos João Batista (profeta e sacerdote, designado por Deus para tal), Jesus Cristo (representando o novo convertido, o cristão, a Igreja que se inicia na vida divina com o Filho que é Jesus), a água (representando o Espírito Santo que santifica o batizado) e para complementar se pronuncia este ato em nome da Santíssima Trindade como Cristo ordena. Que pelos méritos de Cristo opera um milagre no batizado. Portanto, temos a Santíssima Trindade presente no sacramento por representação nas figuras do sacerdote, do batizado e da água. O reverendo fala sobre alguns dos benefícios deste milagre, os quais ele não crê, considera anti-bíblico e invenção católica. Será mesmo? O batismo lava todos os pecados, inclusive o pecado original - Atos 2.38-41 o apóstolo São Pedro exorta o povo a se arrependerem e serem batizados para perdão de seus pecados. Continuando o texto no versículo 41 foram “agregadas quase três mil almas”. Ora, a dimensão deste batismo claramente foi não somente física mas também espiritual. E o mais importante é que seja espiritual, pois se não há ação divina no batismo, este ato não passa de uma mera formalidade, um simples banho muito mal tomado pois nem mesmo o corpo físico é limpo.Todos os exemplos de batismo que temos nas Escrituras fazem clara referência a uma ação natural e sobrenatural. O batismo nos torna membros do corpo místico de Cristo, ou seja, da Igreja (1 Coríntios 12.13); participamos da morte e ressurreição de Cristo (Romanos 6.3-5). Nas palavras da Igreja em seu catecismo: “O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito (vitae spiritualis ianua – porta da vida espiritual) e a porta que dá acesso aos outros sacramentos. Pelo batismo somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus: tornamo-nos membros de Cristo e somos incorporados na Igreja e tornados participantes na sua missão”. Além disso, os primeiros cristãos assim criam, eis alguns exemplos: “Os que são batizados por nós são levados para um lugar onde haja água e são regenerados da mesma forma como nós o fomos. É em nome do Pai de todos, de Nosso Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo que recebem a loção na água. Este rito foi-nos entregue pelos Apóstolos” São Justino Mártir - 1 Apologia 61 (151). “O Batismo nos concede a graça do novo nascimento em Deus Pai os que têm o Espírito Santo. Pois os que têm o Espírito de Deus são conduzidos ao Verbo, isto é, ao Filho; mas o Filho os apresenta ao Pai, e o Pai lhes concede a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito Santo não é possível ver o Filho de Deus, e, sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, pois o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se faz pelo Espírito Santo” Santo Irineu de Lião (140-202)
“Tudo o que aconteceu com Cristo dá-nos a conhecer que, depois da imersão na água, o Espírito Santo voa sobre nós do alto do céu e que, adotados pela Voz do Pai, nos tornamos filhos de Deus” Santo Hilário (310-367). Dentre inúmeros outros, o que não há é cristão que negue tais graças no batismo, exceto os hereges da época como os gnósticos que faziam uma interpretação livre da Escritura contrariando o que ela diz e, além de modificar/criar seus próprios livros sagrados, também contrariavam o que ensina a tradição apostólica por vezes negando-a. Similar ao proceder de nossos irmãos protestantes.
O Reverendo passa a comparar o catolicismo com outras vertentes protestantes. Uma observação, repare que quando as vertentes protestantes divergem entre si alegam ser apenas uma questão litúrgica ou não essencial para fé, entretanto se a Igreja Católica diverge ainda que exatamente no mesmo grau que uma vertente protestante ela já é taxada como falsa e herege, como no caso do pedobatismo. Ou tratada com rejeição e desprezo. Voltando à comparação com outras vertentes do protestantismo, na verdade são essas vertentes que de alguma maneira se assemelham a Igreja e não o contrário, pois todo protestante saiu da Igreja e não o contrário. A Igreja veio primeiro, não o contrário. Por isso os irmãos separados da Santa Igreja levam consigo vestígios da verdade que se encontra nela. O que a teologia dessas vertentes faz é pegar a doutrina católica e julgar segundo os preceitos que eles creem ou interpretam nas Escrituras, somente nela e nada mais, somente no entendimento do o leitor que se declara inspirado pelo Espírito Santo (ao menos assim faziam os pais da reforma) e a partir daí criarem a sua fé. Sobre a contínua revelação, o reverendo não compreende ou não leu a doutrina católica. A fé é a mesma desde sempre, o que ocorre é que devido discussões e debates a respeito de determinado ponto da fé a Igreja é autoridade para confirmar qual é a fé, ou seja, o Magistério decreta um dogma mediante a Tradição e as Escrituras. Por exemplo, o dogma da Trindade é fé da Igreja desde sempre, todavia só foi declarado como dogma em 325 d.C no Concílio de Nicéia e assim se encerra o debate ou dúvidas a respeito, onde é absolutamente necessário crer na Trindade para que se seja um cristão católico. A revelação não é contínua, Cristo é a plenitude da revelação, não a Bíblia. Os dogmas não são inventados ou revelados miraculosamente, é fé da Igreja desde sempre, como podemos observar na Patrística (escritos de cristãos nos primeiros quatro séculos) e também nas Escrituras. O problema é que o protestante cria uma guerra de interpretações subjetivas, já que ele nega a Igreja.
3- Sobre os motivos que levam evangélicos a se tornarem católicos:
“os protestante possuem diferentes interpretações da bíblia e, o livre exame permite isso, assim eles ficam fascinados pelo discurso católico de unidade e autoridade da Igreja para interpretar fielmente as Escrituras. Mas as diferentes denominações são diferentes estruturas eclesiásticas, que se unem na mesma fé: em Cristo como único e suficiente Salvador, na bíblia como única revelação de Deus, na salvação pela graça mediante a fé, na ressurreição dos mortos, no juízo eterno, na vinda do Senhor Jesus. Isso todos os evangélicos creem, as diferenças são meramente de organização, forma de batismo, tipo de liturgia e culto, que é uma variedade que deve ser apreciada e entendida” Vamos por partes. Sintetizando o argumento do senhor Nicodemus quanto a unidade na fé dos evangélicos = uma consequência natural do livre exame bíblico é a variedade de interpretações, todavia elas mantém a mesma fé, pois creem nos mesmos pontos essenciais da fé. Dissecando este argumento temos um non sequitur, quando a conclusão não é uma consequência lógica das premissas. Demonstro o porquê: se cada um obtém uma interpretação diferente da Escritura, é impossível que a partir dessa diferença a resultante seja a mesma fé. Pois interpretações diferentes logicamente irão resultar em conclusões diferentes. Ler 2+1 não terá a mesma resultante de outro que lê 2+3. E é exatamente isso o que ocorre na realidade como o próprio pastor à pouco demonstrou ao falar das diferenças de fé entre os protestante quanto ao pedobatismo, a graça, a unção e a benção em objetos. São estes pontos acidentais da fé ou que não fazem diferença na salvação? O pedobatismo por exemplo, no entendimento católico, comparado a uma vertente protestante credobatista (batismo na idade da razão), essa fé não faz diferença para salvação daquele que terá a graça do batismo negada em boa parte de sua vida pela comunidade ou igreja que congrega? A verdade é que desprezam o batismo como uma mera formalidade. E quanto a graça? Não faz diferença na “fé evangélica”? Não é essencial para salvação? Pois como o próprio reverendo cita, os arminianos não creem na salvação somente pela graça. Ué, eles não são protestantes então? No mínimo incoerente.
Analisando os pontos essenciais da fé evangélica a qual todo evangélico se une, segundo o pastor, em subtópicos:
Cristo como único e suficiente Salvador: e quanto aquelas vertentes que não aceitam Jesus como Deus ou Cristo é menor do que Deus. Em qual Jesus essas denominações creem? São tantos tipos de Cristo, nem ao menos concordam em unidade sobre quem é Jesus, como podem dizer que é único e suficiente Salvador? Existem vertentes nestorianas que separam as naturezas de Cristo, arianas que creem em Cristo apenas como perfeita criatura e outras que fazem uma salada de crenças mudando o conceito para cada situação. Veja no artigo Maria, Mãe de Deus. Exemplo de vertentes que não aceitam Cristo como Deus ou que alegam ser Ele inferior ao Pai (rejeitam a Trindade): adventistas e testemunhas de Jeová;
Bíblia como única revelação de Deus: o próprio reverendo se contradiz pois pouco antes ele falou sobre vertentes protestantes que creem que Deus continua revelando mistérios aos seus e não somente nas Escrituras. Cito algumas: pentecostais, neopentecostais, denominações batistas (não todas); adventistas;
Na salvação pela graça mediante a fé: diversas vertentes não creem na salvação apenas pela graça e a fé. Mas pela graça, fé e obras. Ou seja, no sinergismo, quando o homem possui algum grau de participação na salvação por possuir o livre arbítrio. Exemplos: arminianos (citados pelo próprio reverendo), metodistas, pentecostais;
Na ressurreição dos mortos: desconheço vertentes que discordem pontualmente da ressurreição, todavia no conceito e nas nuances que a cercam o que não falta são discordâncias. Alguns creem que a alma do falecido dorme, outros não. Creem na imortalidade da alma, outros não. Pontos que para o católico são essenciais para fé e assim como no batismo isso altera as atitudes a respeito deste tópico;
No juízo eterno e na vinda do Senhor Jesus: como no anterior, desconheço alguma vertente que não creia no ponto em específico. Entretanto divergem quanto às nuances que cercam a parusia.
Mediante a isto podemos dizer que há unidade na fé protestante? Nem mesmo nessa seleção enxuta da fé evangélica que o pastor seleciona é possível identificar unidade. Obedecendo a consequência lógica que implica o uso do livre exame das Escrituras, quanto mais numerosas forem as cabeças, maior também será a diversidade de sentenças. O protestante não pode cumprir Efésios 4. 3-6 “Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que atua acima de todos, por todos e em todos.” Essa unidade de fé protestante não existe, não há solicitude em ter unidade, apenas na teoria pois na prática cada vertente evangélica crê em pontos de fé díspares. Ou melhor, cada indivíduo possui sua própria sentença sobre cada tópico e não há autoridade que possa definir o que é verdade, senão a própria interpretação particular do indivíduo. Um loop infinito de incompatibilidades. Mas há sim um ponto no qual todo protestante concorda, a negação da Igreja, nisto há plena unidade. O Reverendo alega que a unidade da Igreja Católica é meramente institucional, por meio do magistério da Igreja. A pouco ele falava sobre unidade de fé e que as diferenças protestantes são somente estruturais/litúrgicas, ou seja, ele trata a igreja protestante dentro da concepção da igreja invisível de Calvino, a igreja dos salvos que é toda espiritual e portanto apenas isso importa. Todavia acho que ficou claro que nem espiritualmente o calvinista possui unidade com as demais vertentes protestantes. Ao falar do catolicismo ele quer taxar a Igreja Católica como algo totalmente físico, pois precisa tratar ela como um evento totalmente humano, quem sabe assim consiga depreciar a Igreja né. Não fala que a Igreja possui uma unidade de fé sim (mesmo que ele não creia nisso), basta ler o catecismo católico. Todos sujeitos a Igreja Católica, ou melhor, todo membro do Corpo Místico de Cristo deve seguir os dogmas e o catecismo católicos sem qualquer direito a livre interpretação e sem condição de mudar a fé já definida pela Igreja. Falo isso no artigo sobre a Igreja Verdadeira e Os Dogmas. Além disso, a Igreja Católica é constituída por outras 23 igrejas particulares (submissas a Igreja de Roma, portanto também Igreja Católica por estarem em unidade com ela) onde aí sim ocorrem diferenças litúrgicas e estruturais como por exemplo nas formas de celebração da missa. Enquanto a fé católica permanece idêntica por milênios, em 500 anos nem o protestante reformado crê em todos os pontos da Reforma. Diz que a Igreja muda seus dogmas, o que nunca ocorreu, quando são eles que vivem em constante revolução de suas crenças a ponto da igreja presbiteriana americana ser abertamente favorável ao aborto. Assim como a igreja anglicana no Reino Unido ser largamente progressista. E isso não por erros dos membros, mas manuscrito em sua própria fé por meio de documentos oficiais. Mas não poderíamos esperar muito de uma igreja fundada por um rei adúltero que matou duas de suas seis esposas, que se desvencilhou da Igreja Católica porque o Papa Clemente VII negou o pedido injusto de divórcio dele, pois almejava se casar com sua amante. Na reforma, o rei Henrique VIII encontrou apoio para tais loucuras. Todas as ações de Deus para com o homem se dão no plano espiritual e físico, absolutamente nada nos é conhecido que de alguma maneira não se manifeste no plano natural/físico. Quando Cristo vêm ao mundo, vêm em carne e não apenas em espírito. Deus na sarça ardente vem em fogo e não apenas em espírito. Outras vezes por voz. O Espírito Santo vem em forma de pomba no batismo de Cristo. Ora, sempre há materialização para que seja comunicada a verdade aos homens. Por que logo a Igreja de Nosso Senhor seria algo totalmente espiritual a qual não podemos distinguir se não por meios arbitrários, subjetivos e contraditórios como o reverendo nos apresenta nessa unidade protestante que não une ninguém?! Essa igreja abstrata invisível ninguém pode conhecer, o que nos lança ao ais completo relativismo da fé. Todas as realizações divinas ao se relacionar com a criação terrena se dão no plano espiritual e físico, pois foi assim que Deus nos criou. Conhecemos o espiritual por meio de nossas percepções do mundo natural, por isso Cristo em toda sua sabedoria ensinava a respeito do Reino dos Céus por meio de parábolas.
Outro argumento - “o evangélico que se torna católico, na verdade nunca foi evangélico, não se converteu nem foi salvo genuinamente. Não conhece a unidade evangélica, nem a Igreja Católica”. Este argumento é lamentável, vejo muitas pessoas se utilizando dele para desmerecer conversões a outra religião que não a sua. Mas concordo quando ele diz que a pessoa se torna algo por falta de conhecimento. O reverendo se apega tanto a unidade imaginária protestante que ela já funciona como uma ideologia, não importa o quão irracional e ilógico seja, mesmo que a realidade e as evidências demonstrem claramente que não há essa unidade ele segue crendo que está unido com a igreja invisível. Nos parágrafos acima demonstrei isso. Ao conhecer a Igreja Católica (não esse espantalho que o protestante e o mundo inventam de uma igreja malvadona usurpadora da verdadeira fé) é impossível permanecer sendo algo que não católico, a não ser que se decida por viver na mentira. Relato sobre minha conversão ao catolicismo neste artigo. São muitos os exemplos de grandes nomes, famosos no meio protestante, que se depararam com a verdadeira Igreja de Cristo e foram aplacados por ela. Cito dois apologetas de nosso tempo: Dave Armstrong e Scott Hahn, pesquise sobre estes doutores em teologia renomados no meio protestante que hoje são católicos ainda mais ilustres com obras literárias belíssimas. Apenas para demonstrar que o motivo de se tornar católico é exatamente o conhecimento.
Sobre apostasia, o calvinista não crê que o eleito possa negar a fé, portanto é impossível apostatar já que para cair em apostasia é necessário que o indivíduo aceite verdadeiramente a fé. Portanto, ou ele nunca foi ou ele é ou ele será. Todos já estão salvos ou condenados sem qualquer escolha segundo a teologia de Calvino, pois exclui o livre arbítrio e qualquer movimento do homem que contribua para sua salvação. Mais uma vez, pontos de fé que se anulam. Se refere a fé prostestante e igreja protestante como descendente espiritual de Abraão, basta saber agora qual das milhares de fés e doutrinas pertence a essa descendência. E quando os cristãos da igreja primitiva agiram ou ensinaram tal como os calvinistas? Como por exemplo, creditando sucesso financeiro como sinal de ser um eleito de Deus como fazia Calvino em Genebra. Os primeiros cristãos foram mártires que com o próprio sangue venceram o Império Romano e levaram Cristo a maior parte do mundo conhecido. Enquanto os reformadores trouxeram divisões, sangue derramado por suas mãos em represália a católicos e outras vertentes protestantes que discordassem da vertente dominante apoiada pelo rei (por exemplo, os anabatistas que foram duramente perseguidos por outros protestantes), desestruturação da sociedade européia, enfraquecimento da verdade cristã, relativização dos dogmas e da fé. Eis os frutos imediatos da reforma. Em algum momento se fala nesses problemas históricos nas igrejas protestantes? Não, a história é sempre romantizada e adulterada para corroborar com sua visão ideológica.
O reverendo relata sobre um jovem que o interpelou com as seguintes palavras: “quando um evangélico começa a estudar a história da Igreja ele se torna católico”, Nicodemus responde “se ele começasse a estudar a bíblia ele se tornaria reformado”. Ao estudar a história da Igreja Católica identificamos que ela é a única verdadeira e instituída por Cristo, na sucessão apostólica. Isso todos os autores dos primeiros séculos declaram, exceto os hereges, que infelizmente são apoiados por protestantes que colocam seu viés na história para negar a Igreja. Sobre estudar a bíblia, ora, quem compilou a Escritura e a canonizou foi exatamente a Igreja Católica, é mais uma evidência da dignidade da Igreja e da incoerência da resposta do pastor. Veja melhor em dois artigos sobre o tema Sola Scriptura e Cânon Bíblico. O argumento católico para defender ser a única Igreja verdadeira não é a idade da Igreja, isso expliquei acima e disponibilizei outro artigo também, confira!
4- futuramente farei um artigo sobre cada um desses pontos, já que exigem respostas mais extensas e pretendemos produzir artigos que sejam lidos em pouco tempo.
Com tudo isso não queremos de maneira alguma ofender nossos irmãos protestantes, mas sim os trazer para luz. Assim como creio ser também a intenção do Reverendo Nicodemus, ambos desejamos levar as pessoas para a verdade que é o próprio Cristo. Há um desconhecimento muito grande, além de desinformação constante por parte dos protestante quando se fala de cristianismo, principalmente quando se trata diretamente da Igreja Católica. Nossa intenção é ajudar pessoas de boa vontade a conhecerem a Igreja que Cristo instituiu e, assim, poderem servir e adorar nosso Senhor em plenitude nessa terra. Louvado seja Cristo, para sempre seja louvado Aquele que é centro e razão da fé, cabeça da Santa Igreja. Amém.